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2015 PO
José Renato Gatto Júnior · Edmar Jaime de Almeida · Sônia Maria Villela Bueno
Na area da saude, percebe-se grande influencia de modelos biologicos de ensino, em que as questoes humanas ficam em segundo plano. Sabendo que os processos de ensino-aprendizagem sao influenciados por correntes filosoficas educacionais de varias origens, como e possivel tomar o desafio de auxiliar na construcao de um Sistema Unico de Saude sem ter ferramentas suficientes para entender, e operacionalizar metodologias de ensino capazes de preparar profissionais critico-reflexivos, autonomos, conscientes, comprometidos com consolidacao do mesmo? Buscou-se conhecer, por meio da revisao sistematica, quais as tendencias pedagogicas que permeiam o cotidiano de enfermeiros docentes no processo de ensino-aprendizagem de cursos de graduacao em enfermagem. Os resultados apontaram para a existencia de grande uso de terminologias educacionais sem profundas discussoes para entendimento das mesmas, resultando em uso indiscriminado de termos, para referir-se ao fazer - pedagogico, que muitas vezes nao condizem com a realidade. Conclui-se que as tendencias pedagogicas acabam sendo uma reproducao de praticas equivocadas, baseadas na experiencia vivenciada pelos docentes em suas formacoes anteriores. Vale destacar que ainda se percebeu discussoes que referiam a aprendizagem docente em redes de compartilhamento, o que e bastante promissor na aprendizagem docente permanente e significativa.
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2015 PO
Elton Carlos de Almeida · Sônia Maria Villela Bueno · Vanessa Antoniassi Denardi Baldissera
Objetivou-se conhecer a atuacao profissional no processo de doacao de orgaos na perspectiva do familiar. Realizou-se metassintese qualitativa de estudos brasileiros publicados entre 2001 a janeiro de 2015 veiculados na PubMed, SCOPUS, CINAHL, EMBASE, Web of Science, Science Direct, LILACS, BDENF. Resultando em 273 trabalhos, que apos levantamento efetivo e exaustivos, resultaram sete artigos, os quais foram selecionados e submetidos a leitura criteriosa quanto a metodologia utilizada, sujeitos investigados, resultados obtidos e conclusoes. Processaram-se sinteses, construidas da analise tematica dos resultados, permitindo a definicao de tres categorias: a) Falta de confianca na atuacao profissional; b) Atuacao profissional sem compreensao e acolhimento no momento familiar; c) Falta de informacao a familia pelo profissional, desmembrada nas subcategorias: c.1) Falta de informacao a familia pelo profissional referente a possivel morte encefalica; c.2) Falta de informacao a familia pelo profissional referente aos trâmites pos-doacao. Depreendeu-se da complexidade de acoes do processo de doacao de orgaos, envolvendo: burocracia, demora, desgaste e cansaco, necessitando de investimentos na formacao dos profissionais para melhoraria da atuacao, considerada incipiente pelos familiares.
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2015 PO
Karla Maria Santos de Oliveira · Renata Soares da Silva · Giani Maria Cavalcante
Candidiase Vaginal e a infeccao fungica oportunista mais comum e importante nas mulheres. O aumento na utilizacao de drogas antifungicas, nos ultimos anos, tem causado resistencia aos medicamentos disponiveis para o tratamento. O objetivo deste estudo foi investigar a atividade antifungica de Mangifera indica em estirpes associadas a candidiase vaginal. Os testes in vitro foram realizados com o extrato bruto e fracoes orgânicas contra as estirpes de Candida albicans (URM 4385), Candida glabrata (URM 4264) e Candida tropicalis (URM 4262), gentilmente cedidas pela Micoteca da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do ensaio de difusao em agar por meio de poco e determinacao da concentracao inibitoria minima (CIM). O extrato etanolico foi o mais ativo, com diâmetro de inibicao variando entre 25,5 e 18,5 mm, valores semelhantes a droga padrao, nao apresentando diferenca estatistica. A CIM variou de 0,04 e 0,16 mg/ml em microrganismo testado. As fracoes acetato de etila e metanolica apresentaram atividade antifungica relevante contra C. glabrata e C. albicans, respectivamente. Estudo quimico para a extracao e o isolamento dos compostos ativos e recomendado para ensaios in vitro destes compostos para investigar a sua atividade antifungica.
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2015 PO
José Ricardo Pachaly · Emygdio L. A. MonteiroFilho · Pedro Ribas Werner
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A cutia (Dasyprocta azarae) é um roedor neotropical que necessita ser contido por meios farmacológicos para a realização de certos procedimentos médicos e de manejo, em função de características comportamentais de defesa e grande susceptibilidade ao estresse. A combinação de cloridrato de cetamina, cloridrato de xilazina e sulfato de atropina foi administrada, por via intramuscular, a 53 cutias (33 machos e 20 fêmeas) com pesos entre 0,74 e 3,58 kg (2,071±0,678 kg), para possibilitar a realização de procedimentos de campo que incluíam determinação de sexo, biometria, marcação, exame físico e colheita de sangue e urina. Após a pesagem de cada cutia, a dose individual de cada um dos fármacos foi calculada por meio de extrapolação alométrica interespecífica, usando-se como modelo as doses usualmente recomendadas para um cão doméstico de 10 kg (cetamina – 20,00mg/kg, xilazina – 2,00mg/kg e atropina – 0,05mg/kg). Em todos os animais a indução do estado de contenção foi rápida, sendo a reação postural de endireitamento abolida entre 0,5 e 5,0 minutos (2,02±1,21 minutos) após a injeção. A temperatura retal variou de 28,9 a 40,9ºC (36,38±2,04ºC), a frequência cardíaca variou de 72 a 240 b.p.m. (150,93±31,48 b.p.m.) e a frequência respiratória variou de 20 a 192 m.p.m. (80,63±29,09 m.p.m.). Avaliou-se a qualidade da contenção farmacológica com base no miorrelaxamento observado aos dez, 15, 25 e 35 minutos após a injeção. A contenção farmacológica foi excelente em cerca de 90,00% dos casos, e boa em outros 5,00%. A qualidade da analgesia foi avaliada, principalmente, por meio das reações de nocicepção ao pinçamento de um dígito do membro torácico esquerdo aos dez, 15, 25 e 35 minutos após a injeção, e foi ruim em mais de 50,00% dos casos. Os animais se recuperaram sem apresentar distúrbios psicomotores, permanecendo calmos até recobrarem a capacidade de ambulação normal, entre 105 e 277 (164,94±37,14) minutos após a injeção. O método proposto mostrou-se plenamente adequado à contenção farmacológica de exemplares de Dasyprocta azarae que necessitem ser submetidos a procedimentos medianamente dolorosos ou incômodos, como biometria, determinação de sexo, exame físico e colheita de sangue e urina. Não é indicado, porém, para procedimentos cirúrgicos. Este artigo resgata resultados inéditos obtidos em uma pesquisa finalizada em 1998.
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2015 PO
Jussara Ricardo de Oliveira · Thomaz Mancini Carrenho Fabrin · Talita Aparecida Galbiati
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Este experimento foi realizado no Laboratório de Sericicultura, no Campus Sede da Universidade Paranaense (UNIPAR) de Umuarama, no período de fevereiro a outubro de 2011, com o objetivo de verificar o efeito da própolis em diferentes dosagens na alimentação durante o desenvolvimento biológico do bicho-da-seda (Bombxy mori L.). O método empregado na parte experimental foi a pulverização do extrato glicólico de própolis, diluído em 500mL de água destilada nas folhas de amoreira, nas seguintes dosagens, água-controle, 25mL, 30mL, 35mL e 40mL compondo os tratamentos: controle, T1, T2, T3 e T4 respectivamente. As folhas de amoreira foram fornecidas cinco vezes ao dia, durante o manejo alimentar. Verificou-se, pelos resultados obtidos, que as diferentes dosagens de própolis utilizadas não interferiram no ganho de peso das lagartas, no peso dos casulos verdes, no peso da casca sérica e crisálidas, quando comparado ao tratamento controle, mas quando se compara o Controle e T4 do ensaio da primavera, respectivamente, para os teores de seda bruto e líquido, há resultados significativos. Portanto, verificou-se que o extrato glicólico de própolis, em dosagens de 40mL, pode prejudicar o teor líquido de seda em uma produção de casulos, trazendo resultados pouco apreciados dentro da sericicultura.
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2015 EN
Evandro Poleze · David B. Brunson · Diogo Fernandes Giovanelli
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In this study, medetomidine hydrochloride, an alfa2 adrenergic receptor agonist, was administered to five adult guinea pigs (three males and two females) to verify the efficiency and safety of using doses calculated by using an allometric scale. A surgical procedure was performed to insert a polyethylene cannula that advanced 2.0 to 2.5 cm into the left carotid artery until the aorta. A minimum recovery period of two days was observed before any other manipulation or pharmacological test were performed. The cannulas were washed every two days with heparinized saline flow and remained patent for two to three weeks after insertion. After surgery, each animal was placed in an open box measuring 45x25x20cm, in a quiet room with soft lighting. The “MS” group received exactly the allometrically calculated dose, while the “2MS” group received twice the allometric dose and the “½ MS” group received half the allometric dose. Parameters were measured and analyzed at 0, 5, 10, 20, 40, 60, 90 and 120 minutes after injection. Body mass was 709.6±169g, 742±172.87g and 710±160.2g for groups 1, 2 and 3, respectively. Body temperature was 101.68±0.19oF; respiratory rate was 85.2±4.54 strokes per minute; heart rate was 297.13±3.46 beats per minute; PaO2 at 81.7±9.43mmHg; PaCO2 at 34.49±1.59mmHg; pH was measured at 7.41±0.07; hematocrit at 38.4±1.31%; total protein was 4.33±0.29g/dL, glucose was measured at 97.13±3.75mg/dL; systolic blood pressure was 85.53±2.50mmHg; diastolic pressure at 7.,40±3.74mmHg; and mean blood pressure was 78.73±1.13mmHg. Straightening postural reaction was lost at 7.20±2.05, 12.80±3.56 and 8.67±3.06 minutes for groups “2MS, MS and ½ MS”, respectively. Awakening time was 53.80±7.19, 67.20±5.54 and 55.67±11.06 minutes for groups “2MS, MS and ½ MS”, respectively. For the MS group, chemical restraint was considered “excellent” with “poor” analgesia, and for the 2MS group, it was considered “good”, also with “poor” analgesia. This means these protocols should be used for painless procedures when immobilization is necessary. The ½ MS protocol is not suitable for chemical restraint in guinea pigs. This paper presents new results obtained from research conducted in 2000.
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2015 PO
Euler Moraes Penha · Larissa Ribeiro Julião · Paloma Borges Cavalcante
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No presente trabalho e descrito o uso do plasma rico em plaquetas (PRP) no tratamento de um caso de osteoartrose naturalmente adquirida em um cao. O PRP foi obtido a partir de sangue venoso autologo coletado em citrato de sodio. A separacao do precipitado celular do sobrenadante foi realizada de forma esteril. Apos adicao de cloreto de calcio e liberacao dos fatores de crescimento, o PRP foi infiltrado no joelho do animal em estudo. Apos o tratamento, os parâmetros de apoio, crepitacao e dor articular apresentaram melhora, nao havendo intolerância do animal a infiltracao. Preliminarmente, pode-se dizer que e esta e uma tecnica minimamente invasiva e de alta aplicabilidade. O emprego do PRP para infiltracao mostrou ser simples, rapido, barato e seguro para o tratamento da osteoartrose no animal em questao. Estudos com maior numero de casos em caes sao necessarios, a fim de validar este procedimento como pratica terapeutica na rotina clinica.
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2015 PO
Ana Maria Quessada · Eriosvaldo Lima Barbosa · José Aírton Rodrigues Nunes
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O presente trabalho teve como objetivo levantar o perfil dos proprietarios de caes de Teresina (PI) sobre o motivo da compra ou adocao de caes, as mudancas nas vidas dos proprietarios apos a conduta e preferencias dos proprietarios em relacao a raca, sexo e idade dos animais. Foram realizadas cem entrevistas com proprietarios de caes. Observou-se que no municipio de Teresina, a maioria das pessoas compra ou adota um cao por razoes afetivas (78%). As pessoas preferem caes para companhia (70%), com maior tendencia para filhotes (81%), machos, sem raca definida (65%). Houve pouca preocupacao sobre abandono de animais, demonstrando que em Teresina ha necessidade de campanhas regulares para adocao de animais abandonados e os gestores publicos devem se esforcar para divulgar a guarda responsavel, na tentativa de minimizar este problema de saude publica.
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2015 PO
João Amorim Neto · Ana Maria Quessada · Rallyson Ramon Fernando Barbosa Lopes
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Foi realizado um estudo para investigar a tranquilização de cães com subdose de acepromazina no acuponto yin tang, localizado no ponto médio de uma linha traçada entre os cantos laterais dos olhos. O estudo foi delineado em quatro protocolos, utilizando-se oito cães. No primeiro protocolo (P1) foi administrada acepromazina no yin tang em subdose (0,01mg/kg). No segundo protocolo (P2) foi administrada a mesma dose utilizada em P1 por via intramuscular (IM). No terceiro protocolo (P3) foi administrada dose terapêutica (0,1mg/kg) IM. No quarto protocolo (P4) foi colocada uma agulha de acupuntura no yin tang. Durante as etapas foram aferidos: frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR) e temperatura retal (TR). Tais aferições foram realizadas antes dos tratamentos, quinze minutos após a administração do fármaco e de quinze em quinze minutos até duas horas. Nos mesmos momentos foi pesquisada a presença ou ausência de decúbito, sonolência, ptose palpebral e outros sinais de tranquilização. Os dados foram analisados estatisticamente. No tratamento experimental (P1) dois cães apresentaram tranquilização satisfatória e um moderada, sem diferença significativa com o grupo no qual se administrou acepromazina em dose terapêutica IM. Concluiu-se que a administração de acepromazina em subdose no acuponto Yin Tang pode ser usada com segurança na rotina clínica nas mais diversas manipulações nas quais haja necessidade de tranquilização de cães.
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2015 PO
Luciano Seraphim Gasques · Thomaz Mansini Carrenho Fabrin · Sônia Maria Alves Pinto Prioli
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As espécies que compõem o gênero Cichla Block e Schneider, 1801 são piscívoras, possuem grande plasticidade fenotípica e oferecem cuidados para sua prole, motivos estes que as tornam invasoras de alto impacto ambiental. O conhecimento taxonômico e da diversidade genética são importantes para o monitoramento populacional das espécies introduzidas. O objetivo deste trabalho foi caracterizar as espécies e esboçar um histórico da presença do gênero Cichla na planície de inundação do alto rio Paraná evidenciando a problemática de sua introdução nesta região. Análises de diversidade genética em populações introduzidas na bacia do rio Paraná de Cichla kelberi [Kullander e Ferreira, 2006] e C. piquiti [Kullander e Ferreira, 2006] têm demonstrado a origem dos espécimes introduzidos assim como a sua hibridação.